Minimum Intervention: Is there a lack of evidence?

In Dentistry, as in any other field of knowledge, there is a necessity of validating new ideas, concepts and methods. For this purpose, a large number of studies are conducted and a huge number of data is obtained, but some of them might be controversial. Minimum Intervention in Dentistry is considerate a new philosophy of care, in which the patient benefits from a minimally invasive approach, some times based on methods that still lack Scientific Evidence.  In a recent study, reports related to caries Etiology, Prognosis, Diagnosis and Therapy were assessed. Nine databases in 4 languages were searched, and after an initial analysis, 585 papers were read in full version. It was observed that less than 50% of them could be considered as evidence. The reasons varied according to the type of the study: the lack of a control group was the main reason for excluding papers that studied the etiology of the disease, while errors on selecting and allocating the sample in the studied groups, as well as the fact that the study was not conducted in vivo were the factors that contributed the most for not including papers on Therapy. These results show that methodological aspects of research protocols can be improved, and subsequently their obtained results. Such analysis also contributes to the identification of MI topics in which more studies are required. It is emphasized that the general practitioner needs to develop the ability to critically read literature in order to obtain the best evidence available for treatment decision making, or for answering questions of general interest of patients: e.g.: which toothbrush does have a better performance – powered or manual one?


Mínima Intervenção: Falta evidência?

Como em qualquer área do conhecimento, também assim na Odontologia, faz-se necessário validar novas idéias, conceitos e métodos. Em função disto, numerosas pesquisas são realizadas, gerando uma grande quantidade de dados, que muitas vezes, são controversos. A Odontologia de Mínima Intervenção é considerada uma nova filosofia de atendimento, na qual o paciente se beneficia de uma abordagem minimamente invasiva, muitas vezes baseada em propostas cuja Evidência Científica não foi avaliada. Num levantamento recente, estudos relacionados à Etiologia, Prognóstico, Diagnóstico e Terapia da cárie dentária foram avaliados. Nove banco de dados em 4 idiomas foram acessados, e após análise inicial, 585 artigos científicos foram revisados na íntegra. Verificou-se que menos de 50% destes, puderam ser considerados como evidência. As razões variaram de acordo com o tipo de estudo: para os estudos de etiologia da doença, a ausência de grupo controle foi o principal motivo para exclusão do artigo enquanto que para os estudos de terapia, erros na seleção e distribuição da amostra entre os grupos de estudo, bem como não terem sido realizados in vivo, foram os fatores que mais contribuíram para a não inclusão destes como evidência. Tais resultados mostraram que o delineamento metodológico de trabalhos de pesquisa pode ser melhorado, melhorando sobremaneira a qualidade dos resultados obtidos. Além disso, contribui para a identificação de áreas do conhecimento que necessitam ser mais bem estudadas. E talvez, mais importante ainda, seja destacar a necessidade de que o clínico desenvolva habilidade de leitura crítica da literatura disponível, para que este possa se sentir seguro no momento de planejar um tratamento, ou simplesmente, ele estar apto a responder perguntas simples que normalmente são dirigidas a ele pelos pacientes como: a escova elétrica é melhor que a escova manual?


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